Se o Spiel des Jahres é o Oscar dos jogos de família, o Diana Jones Award é tipo o prêmio que a própria indústria dá pros seus heróis, sem categoria fixa, sem regra clara, só uma pergunta: quem fez a diferença de verdade pro hobby esse ano. E os cinco finalistas de 2026 acabaram de sair.
Os cinco finalistas
Mischief Toy Store, uma lojinha de jogos de St. Paul, nos Estados Unidos, que virou referência de comunidade local.
Molly House, jogo de tabuleiro de Jo Kelly com Cole Wehrle (sim, o mesmo cara de Root e Arcs, que já rodou por aqui no MercadoBG) e Ricky Royal, publicado pela Wehrlegig Games. É um jogo ambientado em Londres do século 18, sobre uma comunidade queer se escondendo de autoridades moralistas, e vem sendo elogiado como um dos designs mais corajosos e originais dos últimos anos.
Price Johnson, executivo da Cephalofair Games, a casa do gigante Gloomhaven.
Trench Crusade, jogo de miniaturas de Mike Franchina, James Sherriff e Tuomas Pirinen, publicado pela Factory Fortress, que virou fenômeno underground nos últimos anos.
A indicação que emociona
E tem uma quinta indicação que é bem diferente das outras. Rob Wieland, jornalista e colunista de RPG que escrevia pro EN World, foi indicado postumamente depois de falecer em outubro do ano passado. É um jeito da indústria dizer obrigado pra quem passou a carreira inteira escrevendo sobre jogos, entrevistando designers e ajudando gente nova a entrar no hobby, mesmo sem nunca ter publicado um jogo com o próprio nome na caixa.
Quando sai o resultado
O vencedor é anunciado numa cerimônia em Indianápolis, na quarta-feira dia 29 de julho, bem na época da Gen Con. Não tem votação pública, é o próprio comitê do prêmio que decide, então é surpresa até o último minuto.
Vale lembrar o nome Molly House se você curte jogo de área de influência com pegada narrativa forte. E se ainda não conhece o trabalho do Rob Wieland, aproveita a semana pra procurar algum texto dele por aí. É uma bela forma de homenagear.
