Todo ano a Alemanha elege os jogos do ano em três categorias, o prêmio principal, o infantil e o "avançado" pra quem já manja um pouco mais. E esse ano rolou uma coisa que nunca tinha acontecido nos 47 anos do Spiel des Jahres. O Reiner Knizia, um dos designers mais respeitados (e mais prolíficos) do hobby, completou a tríplice coroa.
O jogo que levou o prêmio
O Kennerspiel des Jahres 2026, aquele prêmio pra jogos com um pouco mais de estratégia e menos sorte, foi pro Rebirth, da Mighty Boards. A ideia é simples de entender e gostosa de jogar. O mundo acabou de sair de uma catástrofe global e você é líder de um clã escocês reconstruindo o território, encaixando peças no tabuleiro pra formar castelos e dominar regiões. É um jogo de colocação de peças bem old school, só que com um acabamento visual lindo e decisões bem mais espertas do que parece de longe.
Ele disputou a categoria com o Boss Fighters QR e o Moon Colony Bloodbath (esse último assinado por Donald X. Vaccarino, o cara que inventou o Dominion), e levou a melhor.
A proeza inédita do Knizia
Aqui que fica interessante. O Knizia já tinha levado o Spiel des Jahres principal em 2008 com o Keltis, e o Kinderspiel des Jahres (categoria infantil) no mesmíssimo ano com o Wer war's?. Faltava só o Kennerspiel, e faltou por quase 20 anos. Com o Rebirth, ele fechou o ciclo e virou o primeiro designer a ganhar as três categorias do prêmio mais importante do hobby na Europa. Pra quem não sabe, o Knizia também é o nome por trás de clássicos que rodam muito por aqui, tipo Lost Cities, Ra e Blue Lagoon.
Por que isso importa pra gente aqui
O Spiel des Jahres é basicamente o Oscar dos jogos de tabuleiro, e ganhar ele costuma empurrar o jogo pra reimpressão, tradução e distribuição em um monte de país. Com a fama do Knizia por aqui, é bem provável que o Rebirth ganhe uma versão nacional mais cedo ou mais tarde. Se você curte jogo de encaixar peça no tabuleiro e já terminou os clássicos de entrada, vale ficar de olho nesse aí.
