Quem joga RPG de mesa sabe: o maior obstáculo pra sentar numa mesa de Pathfinder ou D&D nunca foi a vontade, foi achar um mestre disponível e com tempo pra preparar campanha. A Paizo, dona do próprio Pathfinder, resolveu atacar esse problema de frente com o Pathfinder Quest, o primeiro board game independente da editora, que chegou nas lojas americanas no dia 1 de julho por 119,99 dólares.
Como funciona sem mestre
O jogo é cooperativo, pra um a quatro jogadores, e a sacada é simples: o Livro de Aventura e o Livro de Desafio fazem o trabalho que normalmente cairia nas costas do mestre. Vocês assumem heróis tentando salvar a vila de Falcon's Hollow de uma catástrofe, avançando por oito de doze aventuras possíveis, cada uma durando cerca de duas horas. A cada aventura concluída, seu personagem sobe de nível e ganha feitiço, talento e equipamento novo, então a campanha inteira evolui como se fosse uma mesa de RPG de verdade, só que sem ninguém precisando ler regra escondido atrás da tela.
Por que isso é uma jogada e tanto
Pathfinder Quest nasceu de campanha no BackerKit, feita pelos designers Jason Bulmahn e Joe Pasini, e virou o que a própria Paizo chama de sucesso crítico entre os apoiadores. Faz sentido: dungeon crawler cooperativo sem preparação nenhuma é exatamente o tipo de jogo que atrai tanto quem já joga RPG de mesa há anos quanto quem sempre teve vontade mas nunca teve grupo fixo pra isso. Ainda não tem edição em português confirmada, mas com o tamanho da base de fã do Pathfinder, é questão de tempo até aparecer por aqui.
Curte RPG mas nunca teve grupo pra sentar numa mesa? Talvez seja a hora de dar uma chance pro Pathfinder Quest. Comenta lá no Fórum.
